sábado, 7 de abril de 2012

65ª Corrida de Aleluia


65ª Corrida de Aleluia

Geral: 214ª Corrida 2012: 14ª Corrida
Data: 07/04/2012 – 9h11min (sábado)
Local: Praça da Matriz – São  Roque/SP
Distância: 8,33 km (18ª) 
Tempo: 43:05 (líquido) e 43:26 (bruto)
Velocidade Média: 11,6 km/h (3,22 m/s)  Passo: 5:10 (8,11%)
Pontos (Tabela Húngara): 156
Temperatura: dia claro, 28ºC 
Valor da Inscrição: grátis (preço normal R$ 25)
Número de peito: 431
Tênis: Sprint verde/branco (7)

Colocações:
Geral: 271º (de 612) 44,28%
Masculino: 240º (de ) 50,96%
Categoria 40-44 anos: 39º (de 73) 53,42%

Resultado na Web:


Relato:
Correr é bom de todo jeito, quem corre sabe bem. Mas correr como convidado é ainda melhor. Pelo segundo ano consecutivo, a Equipe 100 Juízo teve a honra de estar entre as equipes agraciadas com a oportunidade de participar desta prova na distante, mas aprazível cidade de São Roque. E não fez desfeita. Tivemos de acordar cedo, muito cedo, mais uma vez (e, ao contrário do ano passado, hoje eu não perdi a hora, botei logo DOIS despertadores!). E houve desfalques de última hora, como o nosso capitão Zebra, o Manoel e o Camilo. Mas o micro-ônibus foi quase cheio e com muito barulho daqui até lá. Quer silêncio e paz? Vá com outra patota. A nossa fala muito! E alto...

Chegamos lá e tratamos logo de desenrolar a questão mais importante: a retirada dos kits de toda a equipe. Faltou o nome da Simone na lista, mas ela acabaria herdando a inscrição de um dos ausentes. Não tinha camiseta (amarelinha, que nem em 2011, mas mais clara) para todos da caravana, tive até que passar a minha adiante. Tudo resolvido, ficou todo mundo liberado para os rituais pré-prova, mas o tempo ficou meio escasso. Quando vi, já tinha bastante gente alinhada e eu fui procurar o meu lugar na massa para evitar atropelos, logo ali ao lado do ressurgido amigo Jerdal. Nem para dar uma aquecida deu. Mas ele, o maçarico, já estava ali em cima, querendo gratinar todo mundo. Quando, onze minutos além do previsto, enfim soou a buzina, a galera vibrou como se fosse gol do Brasil na Copa (com o Mano no comando e esse futebolzinho chocho, acho que é bom mesmo fazer isso agora).

Conhecedor do trajeto da edição anterior, fizera uma pequena palestra no coletivo para os companheiros novatos nas quebradas. E montara a minha estratégia de prova baseada nos seguintes princípios:sentar a botina nos primeiros dois quilômetros, em declive ou planinhos. Administrar e perder o mínimo de tempo possível nos dois seguintes, montanheses. Fazer um bom começo de segunda metade, retomando a aceleração do início da prova. E galgar com valentia as escarpas da última parte, antes do glorioso sprint final em descida. O roteiro estava bem-feito. Segui-lo à risca, ou quase, era o desafio. E eu começaria muito bem. Mesmo obrigado a umas gingadas para achar meu lugar na muvuca (tal como o amigo João Carlos, que passou zunindo) não teria maiores prejuízos. Escutaria o relógio soar, alguns metros antes da placa sinalizadora, à beira do rio Aracaí, com ótimos 4’40’’. Início promissor.

Seguir cumprindo o script era necessário. Mantive essa mesma boa passada e, depois de deixar a curvilínea avenida principal e dobrar à direita em duas ruas bem curtas (tive a impressão de que virara em um lugar diferente da outra vez, e mais tarde veria no mapa que estava mesmo certo), cheguei à segunda parcial, ainda mais afastada da placa oficial, com 4’35’’ de pace. Na lateral da bonita praça estava o primeiro posto de hidratação e ele foi vital. O copo ali recebido foi quase todo para o arrefecimento externo. Primeira parte da missão cumprida com brio. A brincadeira, dali para frente, eu lembrava bem, ficava séria.

Passou a rodoviária, veio a grande área verde do lado direito da pista e, por ali, no ano passado, eu já tinha deixado o ritmo despencar vertiginosamente. Não dessa vez. Já não mais voava baixo (para meus modestos padrões) como no primeiro quarto de prova, mas tampouco rastejava (idem). Fiquei satisfeito com os 5’12’’ no terceiro apito, contra sofríveis 5’52’’ do ano anterior. Quando a coisa ficou feia, feia e a rampa inclinou de vez, tive de apelar para uma caminhada básica. Por ali, dois cadeirantes, com visível e admirável esforço (talvez até exagerado, deu vontade de parar e ajudar a empurrar), mostravam do que eram capazes e me inspiraram a não entregar os pontos também. Seria ultrapassado pelo Aldo e pelo Elias no trecho, mas recuperaria adiante as posições. Morro abaixo, sou um caminhão de areia sem freio. A carga ajuda.

Mal descemos um bocadinho, alegria de pobre dura pouco, já surgiu a outra rampa enjoada, quebrando de vez o ritmo do quarto quilômetro. Se eu conseguira ficar não muito longe dos 6 x 1 na primeira vez ali, desta feita, deixaria a coisa degringolar. Quando olhei para aqueles 6’32’’ no relógio, tive vontade de chorar. Rememorei o treino da véspera, 12 km simulando com os amigos o percurso maior da nova (e que promete!) corrida de São José dos Campos, o Circuito Superação. E em usá-lo como desculpa pronta (e esfarrapada) para um eventual fracasso na tentativa de melhorar o resultado são-roquense de 2011. Mas recordei também que conseguira me redimir, depois do trecho crítico de então. Por que não tentar fazê-lo novamente? O pior que poderia acontecer era não conseguir...

A volta à região da arena da prova, no entorno da Matriz, foi inspiradora. Era hora de recuperar o tempo perdido na pirambeira. Abri o compasso e fui embora rampa abaixo. Passei pelos meus tios, representando hoje a família (Janete, ficara em casa, cuidando do Dudu) na torcida e cobertura jornalística. Não dei aquele salto estilo pegadinha do Mallandro da foto famosa, que foi parar até no livro, mas sabia que tinha motivos para comemorar. Só me assustei ao ouvir que os vencedores já estavam chegando ao fim da prova. Enquanto eu modestamente ainda chegava ao km 5. Com bons e redentores 4’24’’ de cadência.

Começava a segunda volta e o consolo era saber que ela era parecida, mas não idêntica. Tinha o trecho em vaivém pela avenida dividida no meio pelo curso d’água, dava para ver e saudar amigos que iam e vinham. Cheguei à sexta divisão com um bom pressentimento. Que se confirmaria. Com os 5’01’’ no quilômetro e os 30’24’’ de tempo acumulado até ali, eu tinha que fazer muita lambança nos dois quilômetros finais para deixar o objetivo escapar. Tentaria evitar isso a todo custo. O calor começava a apertar e deixar tudo bem mais complicado, mas eu sabia que o km 7 era o último plano e a chance derradeira de correr em ritmo constante. Não perderia a oportunidade. Seria cinco segundos mais lento, mas os 5’06’’ na penúltima parcial também ficariam de ótimo tamanho para o momento. Era só não botar tudo a perder na subida do morro. Só isso, Fabião, só isso...

Aí, filhão, a passada bonita e elegante virou passinho curtinho e feio. Mas era o que dava para fazer. Para piorar, a escalada era traiçoeira, quando parecia que acabava, sempre tinha um pouco mais. No topo, pouco antes da última esquina, estava parado o Diretor Edward, hoje o nosso mestre de cerimônia. E eu achei até que teria a honra de contar com a companhia dele na disparada final. O oitavo bipe se ouviu com 5’52’’ e deu para sacar que realmente o percurso tinha sido bastante ampliado em relação ao anterior. Temi que essa distância adicional fizesse o resultado ser pior, mas chegaria celebrando ao constatar na prática que não. Mesmo com 280 metros a mais, baixaria meu tempo em muito válidos 48 segundos. Mostrando que vivo sim um momento melhor que o da mesma época do ano passado. E que posso seguir acreditando nos meus projetos esportivos. Sempre.

Achei fácil o caminho até o kit pós-prova dessa vez. E agradeci ao amigo Giovani pelo copinho d’água salvador, para quem vinha à beira da desidratação. Falando nisso, faltou uma melhor distribuição ao final da prova. Staffs confusos e consternados abriam caixas adicionais com água em temperatura ambiente (leia-se: quente). A medalha foi ainda mais bonita que a do ano anterior (pena que meu adesivo do verso, molhado pelo suor, borrou). O lanche, igual: duas frutas. Há que se levar em consideração o convite, a gratuidade para quem é da cidade e o preço módico para quem vem de fora. Mas uns faz-me rir a mais, tipo um suco ou isotônico e uma barrinha de cereal ou coisa doce semelhante, seriam bem-vindos também.

Da nossa comitiva, sem o sempre sérissimo candidato Zebra, o único contemplado seria o Laércio, segundo em sua faixa etária. O Rafinha ficou em quinto na categoria e achou até que levaria um dos gigantescos troféus (que eram apenas para os corredores locais). Mas as baterias premiavam apenas os três primeiros (com cem merréis para o primeirão). Se convidados novamente em 2013 (tomara que sim!), voltaremos maiores, melhores, mais fortes e mais ligeiros. O piquenique na pracinha, farto e divertido, fechou a conta e passou a régua. Acho que todos os presentes concordam em uníssono que foi um belo e divertido sábado de aleluia.

Percurso:

Gostei: 
de voltar a ser convidado, de levar um grupo ainda mais numeroso e animado, de reencontrar o percurso desafiador e obter um melhor desempenho nele

Não gostei: 
das placas com diferença em relação ao GPS, da distância a mais, da distruibuição de água ao final

Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
- Inscrição: 5 (grátis, nem precisamos fazer)
- Retirada do kit pré-prova: 4 (tinha fila, faltou o da Simone, mas deu tudo certo no final)
- Acesso: 5 (chegamos fácil, paramos perto)
- Largada: 4 (atraso maior que no ano passado, dispersão tranquila)
- Hidratação: 3,5 (postos suficientes e bem colocados, água em boa temperatura no percurso; no final, faltou e/ou estava quente)
- Percurso: 5 (interessante e bem desafiador)
- Sinalização: 4 (placas visíveis, mas posicionadas com bastante diferença em relação ao GPS)
- Segurança/Isolamento do percurso: 5 (funcionou bem)
- Participação do público: 4,5 (não muita animação, mas bastante gente acompanhando)
- Chegada/Dispersão: 5 (sem problemas)
- Entrega do kit pós-prova: 5 (tranquila)
- Qualidade do kit pós-prova: 3 (poderia ser melhor)
- Camiseta: 4,5 (bonita)
- Medalha: 4,5 (bonita, com mês e ano, sem distância)
- Divulgação dos resultados: 5 (no mesmo dia e com tempo líquido)
Média: 4,46


Viagem:
160 km, 5 pedágios ida/3 volta
BR-116 (Dutra) até São Paulo
SP-280 (Castelo Branco)
Rodovia Lívio Tagliassachi

Um comentário:

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Frank
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